Déficit de natureza afeta a saúde das crianças

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Seu filho quer passar o dia inteiro no computador? Não gosta de sair de casa? Almoça em frente ao videogame? Não larga o telefone celular nem na hora de dormir? Veja a seguir como esse excesso de tecnologia e a consequente falta de contato com a natureza podem afetar comportamentos, relacionamentos e até mesmo a saúde das crianças, causando problemas conhecidos como transtorno do déficit de natureza.

Não faz muito tempo em que a infância era marcada pelas brincadeiras na rua, o cheiro da terra nas panelinhas, os pés no chão correndo atrás da bola e o contato constante com outras crianças.

Há cerca de 20 anos atrás, quando eu mesma era criança, era normal brincar com terra, areia, água, barro, folhas que caiam das árvores, ou pedaços de graveto. E não estou falando de uma infância no meio do mato; tudo isso acontecia aqui mesmo, no Rio de Janeiro. Porém, hoje o que vemos é o seguinte cenário: brincadeiras na terra dando lugar às brincadeiras no carpete; praças e parques dando lugares aos plays dos prédios; e jogos reais dando lugar aos jogos virtuais.

Não é preciso uma análise muito profunda para ver que o contato das crianças com a natureza, principalmente nas grandes metrópoles, vem diminuindo de forma assustadora. Basta comparar sua infância com a da criança mais próxima.

a última criança na natureza - déficit de naturezaHá quem veja esta situação como algo normal, fruto da evolução tecnológica, e diga que essa comparação que fazemos é apenas saudosismo. Mas para o americano Richard Louv, autor do livroA Última Criança na Natureza”, já traduzido para 15 idiomas, publicado em 20 países e com mais de meio milhão de cópias vendidas, essa constatação não se trata apenas de saudosismo. O autor defende que esse afastamento da natureza traz impactos negativos consideráveis para a vida dessas crianças, causando o que ele denominou como Transtorno de Déficit de Natureza.

Não há dúvidas de que a tecnologia não é apenas uma vilã. Como tudo na vida ela também tem seu lado bom e usada com moderação pode oferecer uma perspectiva mais abrangente do mundo para os jovens. Mas aí surge a pergunta: qual o preço que se paga por todo esse conhecimento? E é justamente por esse alto preço que se paga,  que os pais devem colocar limites e restringir o uso excessivo de tecnologia por parte das crianças e levá-las para passar mais tempo em contato com a natureza!

Com o boom da tecnologia as pessoas começaram a ver primeiro só o lado bom: as crianças estão crescendo mais espertas e aprendendo tudo muito rápido. Mas hoje já sabemos que, infelizmente, não é bem assim. Esse excesso de tecnologia também afastou as crianças da natureza e isso vem trazendo diversos malefícios, tanto físicos, quanto psicológicos para elas.

Hoje já há diversas pesquisas sobre o assunto e todas elas convergem em um mesmo ponto: crianças que crescem mais perto da natureza têm menos distúrbios de comportamento, apresentam menor agressividade, menos ansiedade e depressão e maior auto-estima; além de desenvolverem melhor a capacidade de ter um pensamento crítico, de solucionar problemas, de tomar decisões, entre outras características cognitivas. Em contrapartida, as que perdem esse contato com a natureza e vivem cercadas de concreto e asfalto, sofrem mais com problemas físicos, como a obesidade, e mentais, como depressão, a hiperatividade ou o déficit de atenção. A obesidade infantil, por exemplo, já é epidemia em vários países mundo afora e, só no Brasil estima-se que quase metade das crianças já sofrem com excesso de peso ou são obesas.

No livro, Louv enfatiza que o fenômeno que ele denominou de Transtorno do Déficit de Natureza não é um diagnóstico médico, mas, sim, uma expressão que descreve os custos da alienação do homem em relação à natureza – não só na infância. Ainda segundo o autor, essa situação só vai mudar se o convívio com a natureza for encarado como algo fundamental, como parte dos Direitos Humanos.

CRIANÇA E PAIS DÉFICIT DE NATUREZA

 

Como em todas as áreas, para educar os pais precisam dar o exemplo. Nesse caso, Louv defende que os pais também precisam usufruir da natureza; o que não é nenhum sacrifício, já que esse contato é benéfico para todos, independente da idade.

O jornalista e autor do livro deixa claro que não é preciso acampar toda a semana, ou fazer trilhas na mata todo dia para estar em contato com a natureza. Para Louv o convívio com a natureza se dá também em atos simples, compatíveis com o dia a dia corrido das famílias atuais. Além de alertar para o tema, no livro ele oferece soluções práticas e simples para restabelecer a conexão entre a criança e a natureza, como por exemplo, proporcionar passeios de curta duração ao ar livre, ir à parques públicos, quadras esportivas, praias, criar uma pequena horta na varanda de casa, estar em contato com animais, ou até mesmo estimular a leitura de livros que despertem o amor pela natureza.

E você, já pensou sobre o assunto? O que você está fazendo para aumentar o contato do seu filho com a natureza?

Aline Mendes

Formada em Marketing, Pós-graduada em Produção Cultural e Instrutora de Yoga. Carioca com orgulho, flamenguista por opção, vegetariana por amor e chocólatra porque tenho uma mente gorda! Amante da natureza e viciada em viajar e conhecer outras culturas! Acredito que os bons são maioria, não acredito em horóscopo (mas leio todos os dias!), choro com comercial de margarina, falo pouco (juro!) e gosto de escrever sobre (quase) tudo!

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