Yoga é o caminho do meio: saiba o porquê!

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Muitos me perguntam: mas quem faz yoga pode beber? Não pode comer carne? Não pode isso ou aquilo? E eu sempre respondo: quem faz yoga pode tudo.

O que acontece é que, quando você leva a prática de yoga a sério, começa a se tornar mais consciente e percebe que algumas coisas você não deve fazer.

Ao contrário do que alguns acreditam, yoga não é uma religião, que prega que você deve cegamente respeitar e obedecer os mandamentos de um senhor de barba branca, que criou o mundo em 6 dias e descansou no sétimo, só pra depois ficar brincando de marionete com a gente pela eternidade. Yoga não é uma prisão. Pelo contrário, é uma prática que visa à liberação.

O que o yoga faz é nos mostrar que tudo é uma questão de controle, de medida certa, de acertar o ponto; e com isso nos faz compreender que qualidade é sempre mais importante que quantidade. Praticar yoga é aprender a apreciar tudo com moderação. Sem pressa. Sem pegar mais do que precisa. Sem agredir ninguém. É olhar as situações pelo lado bom, buscando focar sempre na solução e nunca no problema.

O yoga te ensina isso de diversas maneiras: se você não ativar os músculos corretos durante uma postura de equilíbrio, você cai! Se você colocar tensão desnecessária em determinado músculo para realizar uma postura, vai resultar em dor! Se você for além dos limites do seu corpo numa postura que pede alongamento, pode causar uma distensão muscular! Se jogar peso em uma articulação sem consciência, pode causar uma lesão! Por isso, o yoga é a arte do equilíbrio. Nem muito, nem pouco. É o caminho do meio.

Com o yoga eu aprendi o que nunca compreendi nas aulas de física ao longo da vida: que toda ação gera uma reação oposta e de igual intensidade. Por mais que demore para você ver as consequências, esteja certo de que uma hora ela vai chegar; as premissas “você colhe o que semeia” e “tudo tem seu preço” são verdadeiras. Uma hora a vida bate na porta e entrega ou cobra o resultado das suas ações do passado.

Mais que isso, o yoga me ensinou que se todos consultássemos a inteligência antes de agirmos, evitaríamos muitas situações desagradáveis, de dor e sofrimento – para nós e para os outros. Na real, o yoga me ensinou que nem existem “outros”. Porém, a maioria das pessoas consulta apenas o ego, o qual se acha enorme, mas na verdade é apenas uma pequena parcela da consciência. E o ego quer mais é que você o satisfaça, sem pensar nas consequências.O ego é aquela criança mimada que quer tudo e quer agora – e se você não der ela se joga no chão e grita até ter o que quer.

Mas, do mesmo jeito que se não dermos atenção e não satisfizermos os caprichos da criança mimada, uma hora ela se aquieta, com o ego acontece a mesma coisa. Deixa ele gritar! Deixa ele bater com a cabeça no chão!

Às vezes é preciso deixar os sentidos em off e consultar a consciência: quero continuar sendo controlado por forças externas ou me voltar pra dentro e ouvir o que o verdadeiro Eu tem a dizer?

Quando pensamos antes de agir, podemos ter reações mais passivas e agir com retidão. Quem te faz parar e colocar as coisas na balança é a inteligência e a consciência (que é muito maior que a soma de inteligência e ego). Essa pausa antes de agir, essa consulta à consciência, é o verdadeiro caminho para a liberdade.

yoga surya

Estar consciente é ter a capacidade de perceber a realidade a sua volta e se autoconhecer. É não se deixar enganar pelo que é mithya. É conhecer a diferença do ilimitado para o limitado; do real para a ilusório. É conseguir ter discernimento para diferenciar o eterno do perecível.

Quando você percebe um erro e não faz nada pra mudar, significa que você está preso aos seus condicionamentos e vai continuar repetindo a história e atraindo situações e pessoas que te façam repetir essa história até que você aprenda a lição. A vida é como a escola, que você fica em recuperação na matéria que ainda não assimilou e só passa para a próxima série, só evolui, se aprender todo o conteúdo anterior.

Ter que voltar ao passado a todo momento e ter que repetir as mesmas histórias, por mais que os personagens sejam diferentes, é um problema; é cansativo. Então, só volte atrás se for para consertar algo. Fora isso, foco no novo, no presente, na evolução.

O grande problema é que as pessoas acham que já são livres. Poucas têm a capacidade de perceber o quanto suas ações estão sendo direcionadas pelos hábitos e condicionamentos. A grande maioria das pessoas nem se dá conta de que há um padrão dirigindo sua vida e passam 50, 60, 70 anos sendo controladas pelos sentidos. E das poucas que se dão conta, muitas se limitam a dizer “isso é o que sou” e se colocam na posição de vítimas do passado. Não, isso não é verdade! Todo dia a vida te dá uma oportunidade de acordar e fazer tudo diferente.

Quando você pega o que a sociedade, uma situação ou uma determinada pessoa disse que você é e aceita o papel sem questionar, pode passar uma vida inteira sendo quem você não é; representando um papel que não é seu. Daí nascem as tensões e os problemas. É desse estado de ignorância, de não saber quem se é, que derivam todas as demais aflições.

A gente sabe que mudar um hábito não é fácil. É preciso vontade em primeiro lugar e depois muita prática e dedicação para continuar firme no propósito; é preciso austeridade.

A vontade é o que nos faz dar o primeiro passo; é ela que nos faz ir atrás da opção que parece a mais difícil de seguir no início; mas que lá no fundo a gente sabe que é a coisa certa a fazer.

Então, o primeiro passo está dado: eu decidi seguir o caminho da retidão. Mas lembre-se: é só o primeiro passo e você ainda tem um longo caminho pela frente. É preciso disciplina e inteligência para fazer a escolha certa dia após dia. Inteligência não é apenas a capacidade de pensar, mas a faculdade de conhecer e aprender; é a capacidade de compreender e resolver novos problemas e conflitos e de adaptar-se a novas situações.

Às vezes você pensa: “Ah… só por hoje vou seguir pelo caminho mais fácil. Ninguém está vendo mesmo.”. Mas lembre-se: a pessoa mais importante, que é você mesmo, está presente em cada ação que você realiza, seja ela certa ou errada.

Temos nosso destino nas mãos e as vezes deixamos grandes chances de sermos felizes escaparem, porque alimentamos o lobo errado, como naquela fábula do lobo bom x o lobo mau. Portanto, controle suas emoções para não ser controlado por elas!

Aline Mendes

Formada em Marketing, Pós-graduada em Produção Cultural e Instrutora de Yoga. Carioca com orgulho, flamenguista por opção, vegetariana por amor e chocólatra porque tenho uma mente gorda! Amante da natureza e viciada em viajar e conhecer outras culturas! Acredito que os bons são maioria, não acredito em horóscopo (mas leio todos os dias!), choro com comercial de margarina, falo pouco (juro!) e gosto de escrever sobre (quase) tudo!

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