Confira 9 alimentos que são menos saudáveis do que parecem

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Quem nunca se sentiu perdido ao se deparar com tantas opções práticas e teoricamente saudáveis nas prateleiras dos supermercados? E a cada dia parecem surgir mais produtos voltados para quem quer emagrecer ou adotar um estilo de vida saudável: opções variadas de alimentos diet, light, sem açúcar, sem glúten, sem lactose, 0 caloria, naturais, integrais, e por aí vai. Por mais que possa parecer contraditório, é exatamente essa grande variedade de itens “saudáveis”, disponibilizados pela indústria dos alimentos, que impede as pessoas de se alimentarem melhor. Por que isso acontece? As brechas na legislação sobre a rotulagem de alimentos permitem que a indústria, ao oferecer produtos saudáveis, na maioria das vezes, venda gato por lebre.

Segundo o nutricionista Juarez Regis, o rótulo dos produtos saudáveis às vezes traz uma alegação que é rapidamente desconstruída, se analisarmos os ingredientes contidos ali. Por exemplo, algumas marcas de biscoitos e pães trazem a alegação de “integral” estampada no rótulo, quando na verdade não atendem a esse critério, por serem feitos exclusivamente com farinha de trigo branca que somente recebeu durante o preparo alguns grãos integrais. E como descobrimos isso? Juarez explica: “Ficando atento à lista de ingredientes, que apresenta a composição do produto em ordem decrescente. Se primeiro vier escrito farinha de trigo enriquecida com ácido fólico e, só depois de vários ingredientes, então constar farinha de trigo integral, você certamente está sendo enganado”. O mesmo acontece com sucos engarrafados ou de caixinha, que trazem a alegação de “naturais”, quando na verdade são “xaropes” saborizados artificialmente, esclarece o nutricionista. “Isso sem levarmos em consideração a quantidade enorme de aditivos usados para intensificar e conservar o sabor dos alimentos industrializados”, completa Regis. Por isso alimento saudável é aquele mais natural possível, consumido em condições próximas de como é colhido na natureza, sem ter sua estrutura modificada, nem passado por nenhum processo de alteração.

Um outro comportamento muito comum de quem busca uma alimentação saudável é geralmente pagar mais caro para consumir alimentos light ou diet. Mas o nutricionista garante que essa troca nem sempre é uma boa ideia, e que o melhor é optar pelas versões tradicionais. Juarez  explica que os termos light e diet são usados, respectivamente, para indicar uma informação nutricional complementar de um produto de consumo geral da população, ou em alguns produtos para fins especiais, destinados a atender condições fisiológicas ou grupos populacionais específicos. O consumo desses alimentos por pessoas que buscam perda de peso pode ser considerado um equívoco. De acordo com o nutricionista, os alimentos diet, por exemplo, têm valor energético maior  do que o de produtos convencionais. É o caso do chocolate diet, que não contém açúcar, mas apresenta maior quantidade de gordura e, consequentemente, de caloria do que a receita original. Em outros casos, o nutriente eliminado (sódio, por exemplo), não interfere na quantidade de calorias. Os produtos light, por sua vez, só ajudam a perder peso se houver diminuição significativa na quantidade de algum nutriente energético. Mas Juarez alerta: “o consumo exagerado de um produto light pode resultar na ingestão de uma quantidade igual ou até maior de calorias, comparada ao consumo moderado da versão tradicional”. Por isso, não exagere na dose! Uma dica básica pra não confundir: o termo diet é usado somente em alimentos para fins especiais, que são voltados para um público específico (por exemplo, diabéticos e hipertensos), enquanto o termo light é usado pelas empresas quando elas desejam destacar que um alimento de consumo geral foi reduzido em valor energético ou em algum nutriente em comparação com outro.

Para ajudar a você a não cair em algumas armadilhas, o nutricionista Juarez Regis selecionou uma lista de alimentos que parecem ser saudáveis, mas que, na verdade, podem atrapalhar seus objetivos e, consequentemente, seu processo de emagrecimento.

Confira 9 alimentos que não são tão saudáveis como pensamos:

Barrinha de cereal: deveria ser uma ótima opção para os lanches intermediários, porém o processo de industrialização adiciona ao produto muitos aditivos químicos, gordura hidrogenada e açúcares simples. Apesar de ter poucas calorias, deve ser consumida com cautela. Alternativa saudáveis às barras de cereal são as frutas oleaginosas, como castanhas, nozes e amêndoas. Apesar de calóricas, elas são ricas em gorduras do bem e não engordam quando ingeridas em pequenas quantidades.

barrinha de cereal

Granola: é um mix de cereais, frutas secas e castanhas, sendo rica em fibras e vitaminas, por isso ajuda na saciedade e é uma excelente fonte de energia, mas também contém açúcar. Quem deseja emagrecer deve consumi-la com cautela e próximo aos horários em que gastará energia.

granola

Sopa industrializada: é um verdadeiro veneno por ser rica em sódio e pobre em nutrientes. A longo prazo, o seu consumo está associado ao surgimento de agravos renais e cardiovasculares. Um envelope individual dessas sopas (como aquelas versões de caneca) contém entre 500 e 800 mg de sódio. Ou seja, pelo menos 25% das suas necessidades diárias. Uma sopa com verdura, legumes e temperos naturais é ainda a melhor opção.

sopa

Açaí: a polpa do açaí propriamente dita, sem adição de açúcar, de aditivos químicos e nem corantes é uma boa opção para os praticantes de atividade física por oferecer cerca de 250 kcal por 100 gramas, por isso deve ser consumido com cautela por quem deseja emagrecer. A versão que leva xarope deve ser evitada ao máximo. Os complementos na hora de consumi-lo, como granola, banana e leite condensado podem torná-lo ainda mais calórico.

açaí

Biscoito água e sal: pobre em fibras (intensifica problemas de constipação), rico em açúcar e gordura hidrogenada, além de conter muito sódio e baixo teor de vitaminas e minerais.

biscoito água e sal

Shakes: o uso de shakes leva a uma ingestão calórica muito baixa, promovendo perda de peso mesmo na ausência de atividade física. Porém, essa perda de peso proveniente de dietas restritivas é acompanhada por redução da massa magra e de água de 11-32% do peso perdido. O potássio corporal total diminui por causa da redução nas proteínas musculares, bem como o potássio intracelular. Além disso, outras reações podem ser observadas em dietas de valor calórico muito baixo, como a diminuição do débito cardíaco, frequência cardíaca e pressão arterial. E não é só isso: o uso de substituto de refeições não promove mudança de comportamento alimentar, pois não contribui para a escolha de uma dieta adequada.

shake

Suco industrializado: possui tantas calorias quanto os refrigerantes. Contém altos índices de açúcares, corantes e aromatizantes.  Vitamina, minerais e, principalmente, fibras são perdidas durante o processamento de fabricação. Os sucos naturais, com pouco açúcar, são as melhores opções quando não se tem uma fruta por perto.

suco

Comida Japonesa: o sushi, por exemplo, tem entre 20 e 45 kcal, e apesar de ser feito com alga, vegetais e frutos do mar, tem como base o arroz, com a adição de açúcar e, às vezes, recheios calóricos, como o cream cheese. Sem contar as versões fritas. E o pior é que geralmente comemos muitas peças de uma vez só.

comida japonesa

Cereal matinal “rico em cálcio e ferro”: a adição de minerais pode ser um atrativo, mas não se pode deixar de verificar o teor de açúcares, que pode ser exagerado.

cereal matinal

Priscila Ramires

Jornalista pós-graduada em Comunicação Empresarial e Gestão Estratégica de Marketing Digital, tradutora e adepta de uma vida saudável, depois de muitos anos de junk food. Já experimentou diversas atividades físicas, como ballet, yoga, corrida, natação, pilates, muay thai, etc. Hoje pratica musculação e treinamento funcional. Adora viagens, leituras, cinema, tecnologia e, principalmente, estar em movimento.

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